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21/05/2019

OS BRASILEIROS MERECEM

Prof. Tales de Sá Cavalcante

O Povo. 21/05/2019 (terça-feira).
tales@fariasbrito.com.br

Ao evoluírem, os seres humanos entenderam que sua sobrevivência pedia a convivência em grupos. Surgiram as tribos. Tendo em vista que a coletividade nunca foi fácil, urgia sanar os conflitos.

Em Atenas, na Grécia Antiga, nasceu a Democracia. Nas ágoras, os cidadãos privilegiados discutiam temas relativos à pólis. Com o tempo, esse regime progrediu a se aperfeiçoar.

No século VI a.C., Roma instituiu o Senado e a República. Lutas sociais foram vivenciadas em prol da participação do povo na vida política. Mais tarde, Montesquieu foi um dos responsáveis pela fundamentação da teoria dos três poderes.

A Revolução Inglesa e depois os valores iluministas, norteadores da Revolução Francesa, ajudaram a construir uma nova ideia de governo. E foram se delineando a República e a Democracia como as conhecemos, ainda que alguns valores democráticos, no período das guerras mundiais e grandes crises econômicas que marcaram o século XX, fossem por vezes abalados e retomados.

Sucederam-se, entre outros, os filósofos gregos, os Césares, Maquiavel, Rousseau e Churchill, para quem “a Democracia é a pior forma de governo, à exceção de todos os outros já experimentados ao longo da história”. E intelectuais como o cientista político Yascha Mounk hoje afirmam que “a Democracia liberal está corroída, sob ameaça de um populismo”, a nosso juízo momentâneo.

A Venezuela contraria todos os aperfeiçoamentos políticos voltados à participação popular. Lá o apego ao poder é indiferente aos dilemas sociais vividos pela maioria. Esse absurdo nos faz lembrar o jurista Raimundo Cavalcante, cuja experiência de vida o levou a conhecer vários homens públicos que seriam incapazes de receber uma propina, mas, segundo ele, praticaram delitos a fim de se manterem ou conquistarem o poder.

E qual a solução? Basta que relacionemos o respeito de um povo às instituições com seu nível educacional. Seria praticamente impossível existir uma degradante situação como essa da Venezuela em um país da Escandinávia. E, no caso do Brasil, não percamos a esperança. Os brasileiros merecem.

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