Discursos

03/08/2019

DISCURSO PROFERIDO NA COLAÇÃO DE GRAU FB UNI 2019.1 (AGOSTO/2019)

Tales de Sá Cavalcante

Prezada Professora Fernanda Denardin, em nome de quem saúdo todos os participantes da mesa;

Autoridades presentes;

Colaboradoras e colaboradores do Centro Universitário Farias Brito;

Ilustres graduadas e graduados;

Senhoras e senhores;

Boa noite.

Hoje é dia de júbilo. Ex-alunos, e agora bacharelas e bacharéis, vivenciam a conclusão de mais um ciclo de sua vida escolar. Desta feita, o mais importante. O grau superior.

São por demais justas as homenagens desta solenidade. Entretanto, peço-lhes vênia para dividir as honras de hoje com outras pessoas também merecedoras: suas mães e seus pais. Do mesmo modo, são dignos de felicitações avós, avôs, irmãs, irmãos, madrinhas, padrinhos, cônjuges, namoradas, namorados, noivas, noivos, amigas e amigos.

Igualmente, homenageamos todos os professores que os conduziram até aqui. Das “tias” do Ensino Infantil aos do Nível Superior. Em especial, os docentes do Centro Universitário Farias Brito, mestres cuja excelência originou-se parte de seu próprio mérito e parte da orientação imortal do grande Genuino Sales. Para nós, ele ainda está conosco, inclusive aqui, por meio de suas lições, que foram para toda a vida. Numa delas, dizia o mestre dos mestres: “O homem é um ser inconcluso que aprende enquanto vive e que vive enquanto aprende.”

O momento atual nos impele a analisar mais uma vez dois princípios enunciados por Bertrand Russell. Quando foi perguntado sobre o que achava interessante dizer a respeito da sua vida e das lições aprendidas, assim respondeu:

“Eu gostaria de dizer duas coisas, uma intelectual e uma moral. O conselho intelectual que eu gostaria de dar é este: quando você está estudando um assunto, ou considerando alguma filosofia, pergunte a si mesmo, somente: Quais são os fatos? E qual é a verdade que os fatos revelam? Nunca se deixe divergir pelo que você gostaria de acreditar ou pelo que você acha que traria benefícios às crenças sociais se fosse acreditado. Olhe apenas e somente para quais são os fatos. Esse é o conselho intelectual que eu gostaria de dar.”, explicou Bertrand Russell. E completou dizendo: “O conselho moral que eu gostaria de dar é muito simples. Eu diria: o amor é sábio, o ódio é tolo. Neste mundo que está ficando mais interconectado, nós temos que aprender a tolerar uns aos outros, nós temos que aprender a aceitar o fato de que algumas pessoas dizem coisas de que não gostamos. Nós só podemos viver juntos dessa forma, se nós vivermos juntos e não morrermos juntos. Nós precisamos aprender a bondade da caridade e da tolerância. O que é absolutamente vital para a continuação da vida humana neste planeta.”

Diletas e diletos bacharelas e bacharéis.

Esperamos que vocês sigam esses dois conselhos de Bertrand Russell.

O conselho intelectual, porque nos inspira a ter a verdade como guia. Sempre. Principalmente frente aos desafios e às dúvidas, naturais em toda trajetória pessoal e profissional. Ou seja: que a verdade prevaleça.

E o conselho moral, porque o amor deve estar presente em tudo que fazemos. A vida mostra que o sucesso costuma privilegiar aqueles que fazem o que amam, pois eles o fazem com competência e total dedicação. Afinal, eles não fazem por fazer, mas porque amam o que fazem.

A população brasileira, no momento a viver uma indevida polarização, precisa refletir sobre esses dois conselhos, pois, diferentemente da disputa entre agremiações de futebol, passada uma eleição, o time é um só: o Brasil.

Não estamos aqui apenas para entregar-lhes diplomas, mas com a firme intenção de prepará-los para um futuro com uma razão maior para o viver. Os exemplos nesse sentido foram vários, a começar pelos da Direção, da Docência, do Corpo Técnico e dos Colaboradores do FB UNI.

Não esqueçam que estamos neste mundo com um propósito. Descobri-lo e bem cumpri-lo é, talvez, o maior de nossos desafios. E o labor é o meio para realizá-lo. Como já dizia Gonzaguinha, “Sem o seu trabalho, o homem não tem honra. E sem a sua honra, se morre, se mata. Não dá pra ser feliz…”.

Notáveis diplomadas e diplomados.

Hoje, vocês iniciam a formação de um legado, com todo o aprendizado até aqui obtido, com o que ainda aprenderão e, ainda, com o que vocês ensinarão. Uma das características de nossa vida atual é que a busca pelo conhecimento nunca vai findar.

Na trajetória futura, sem dúvida, vocês seguirão a futurista Elatia Abate, quando disse que pessoas e empresas vão precisar de três pilares principais. Um deles é a mentalidade, o jeito de pensar e enxergar o que acontece. Outro pilar é a colaboração no mercado e individualmente. E o terceiro é a educação, a incluir o empreendedorismo, o entendimento dos impactos transformistas nas indústrias e saber que o aprendizado terá que ser contínuo para a vida inteira.

Nobres graduadas e graduados.

Dois mil e dezenove é o ano da sua Graduação. É também o ano em que comemoramos o centenário da comprovação da Teoria da Relatividade de Einstein pela observação de um eclipse do Sol em Sobral e na Ilha do Príncipe, na costa ocidental africana. Além do dito, em dois mil e dezenove, festejamos o cinquentenário da chegada do homem à Lua.

Aproveitemos este histórico ano para reverenciar Albert Einstein, quando afirmou: “Algo só é impossível até que alguém duvide e acabe por provar o contrário.” Espero que, na vida profissional que ora se inicia, vocês, concludentes, lembrem-se dessa lição, pois, qualquer que seja sua Graduação, sempre exercitarão a capacidade de resolver problemas, e o primeiro passo para a resolução destes é seguir essa máxima de Einstein.

Da mesma forma, devemos lembrar que o grande impulso para chegarmos à Lua cinquenta anos atrás foi dado por John Kennedy, quando ensinou:

“Alguns questionam: Por que a Lua? Por que escolher este como o nosso objetivo? E eles também podem perguntar: Por que subir a montanha mais alta? Por que trinta e cinco anos atrás sobrevoar o Atlântico? (…) Nós escolhemos a Lua. Nós escolhemos ir à Lua nesta década e fazer mais, não porque seja fácil, mas porque é difícil. Porque esse objetivo vai servir para organizar e medir o melhor das nossas habilidades. Porque esse é um desafio que estamos dispostos a aceitar, um desafio que não aceitamos deixar para depois e um desafio que pretendemos vencer, assim como os outros.”

O discurso de Kennedy foi em mil novecentos e sessenta e dois. Seu falecimento se deu no ano seguinte, e os americanos chegaram à Lua em mil novecentos e sessenta e nove, portanto ainda na década prometida.

Muitos achavam uma loucura o sonho do homem em chegar à Lua. Também consideravam delírios os sonhos de Cristóvão Colombo e Pedro Álvares Cabral. Como eles, muitos, principalmente os grandes gênios da humanidade, também tiveram dificuldades para realizar seus sonhos. Quiseram, desejaram, tiveram fé, lutaram e conseguiram. Todos nós temos nossas luas a atingir. E já se fala em chegar a Marte em futuro breve.

Quando Neil Armstrong se tornou o primeiro homem a pisar na Lua, declarou: “Esse é um pequeno passo para um homem, um salto gigante para a humanidade.”

Brilhantes bacharelas e bacharéis.

Todos os que fazem o Centro Universitário Farias Brito desejam a vocês grandes sonhos que se realizarão. E, a exemplo de Armstrong, vocês darão históricos passos em prol da humanidade, pois nosso sonho é que vocês sonhem juntos aos demais brasileiros, e um novo país surgirá com mais espírito público, mais educação, saúde, segurança, justiça, mais igualdade e mais amor. Sonhem, mas sonhem juntos.

Muito obrigado!