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08/04/2021

FLORES

Professor Tales de Sá Cavalcante

O Povo. 08/04/2021 (quinta-feira).
tales@fariasbrito.com.br

Na pandemia, os decretos exigentes, porém úteis, trazem vários impedimentos, contudo jamais nos privarão do direito ao sonho. E devemos sonhar alto, pois nunca realizaremos mais do que sonhamos.

Ah, se pudéssemos estar na praia, mesmo que não estivéssemos a degustar caranguejo e cerveja gelada, mas cercados de muita gente e sob as bênçãos do deus Sol!

Ah, se neste domingo pudéssemos, embora a torcer em oposição, estar juntos, a gritar e vibrar nas arquibancadas como protagonistas de um espetáculo tão belo quanto o próprio futebol!

Ah, se aquele casal de jovens apaixonados pudesse, hoje mesmo, jurar amor recíproco eterno e iniciar o namoro no escurinho do cinema lotado!

Ah, se a energia da juventude obtivesse permissão para extravasar sua jovialidade nas baladas a sentir o melhor dos perfumes: cheiro de povo, porque gente gosta de gente! E assim poderia se repetir um magnífico encontro como o da cearense Natasha com o mineiro Leonardo, que se conheceram há 15 anos em Ibiza, numa boate onde havia 4000 pessoas. Tal encontro gerou um casamento e ainda 3 netos a Sheila e Walfrido dos Mares Guia e Sandra e Fábio Machado.

Ah, se pudéssemos comemorar a maravilhosa vida, ao nos abraçarmos e encontrarmos amigos, familiares, colegas de escola e de trabalho!

Ah, se já estivessem vacinados todos os brasileiros!

Após o sacrifício que não é meu, nem seu, nem dele ou dela, senão nosso, este dia chegará, porém não esperemos por sua vinda para sermos felizes, pois a felicidade é feita por nós próprios.

Johann Sebastian Bach estava muito longe, mas Vinicius buscou-o ao criar uma versão à melodia “Jesus, Alegria dos Homens” (final de “Herz und Mund und Tat und Leben”), e surgiu “Rancho das Flores”. Mais tarde, o grande Fagner, a independer de distâncias e dimensões, trouxe-os ao nos conceder uma sublime interpretação (assista em bit.ly/fagflores).

Que, em maus momentos, transportemos à nossa mente nossos Bach, Vinicius, Fagner, o eleito ou a eleita e, ao trazermos também Geraldo Vandré a fazer da flor o mais forte refrão, possamos dizer: “Vem, vamos embora, que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.”

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